segunda-feira, abril 28, 2008

falar do poema é o mesmo que dizer:

de volta; ao pó.

quinta-feira, abril 24, 2008

das outras que falam por mim

If I was to walk away
From you, my love
Could I laugh again?
If I walk away from you
And leave my love
Could I laugh again?



archive - again

domingo, abril 20, 2008

o bom do sonho é misturar fantasia e realidade, presente e passado e futuro: você aparece na minha casa como somos hoje e leva embora a dor de ontem.




aí, viajamos e quando do retorno, somos outros.

quinta-feira, abril 10, 2008

Como aluna e professora da UnB, apóio totalmente a ocupação da reitoria desta universidade. Como cidadã-pesquisadora, acredito que um processo realmente democrático não possa negar o core da vida social, ou seja, as relações sociais contraditórias, conflituosas e que não são dissolvidas por qualquer poder autoritário.
Se o propósito de uma universidade pública, pertecente a um Estado Democrático de Direito, é consolidar exatamente a democracia, somente com a ruptura de nossa histórica forma de tomada de decisões - que ignora a realidade social e a possibilidade de escolhas sãs e legítimas da população - é que ela estará assegurada.


O confronto, neste momento, demonstra uma coisa: que nós, estudantes, queremos educação pública, gratuita e de qualidade - com democracia!

terça-feira, janeiro 29, 2008


o gestar
da diferença
e da ficção.
logo, dos mundos.
fazer um mestrado foi a pior coisa que eu fiz para minha vida poética.


análise demais, disciplina demais, textos demais, concentração demais.



a flexibilidade, a fluidez, o olhar fugidio, tudo isso essencial ao poema, some, é tragado pela infinidade de possibilidades acadêmicas.
as mãos são inesquecíveis.
[é a serenidade que tortura]



já que o grito ou o choro
mantêm-se rasgados
afogados
fora das possibilidades
de reconhecimento.



mas, permanecem.
e é na permanência
da dor
da voz ríspida
ou magoada
que a serenidade cala:
me cala.

segunda-feira, dezembro 31, 2007

alguns anos novos são bem-vindos. outros, nem tanto.
às vezes, a dor nem aparece de repente.





é pra não doer demais de uma vez, e não matar afogada.
é dessas coisas que a gente olha e pensa: não dá pra dar a volta por cima.

sexta-feira, novembro 16, 2007

A vida é tão esperta que dá coices na hora certa.










e eu, que me enganava e me enganei, e fui enganada e fingi que tudo era bom, não sei mais o que há de bom em mim.

terça-feira, novembro 06, 2007

algumas músicas, para não dizer pessoas e momentos, fazem tanta falta, mas tanta!, que me tira o ar.




outras, para não dizer pessoas ou momentos, deveriam fazer o favor de desaparecer.
eu sinto falta dos planos de ir pra praia com você, de pensar que já teríamos ido, voltado, e poderíamos estar planejando mais uma.


nunca tive a chance de viajar com você - a gente sequer foi ao clube juntas. parece uma adolescência fraca e banal. mas não foi.




um pedaço continua aqui, e não quer calar.



[amanhã, gostaria de ter um terço da sua força. só que eu não sei quanta força te restava. queria sonhar com você].
o mar silencia
[dentro de mim].




é só mais um sinal do início
da tempestade.

sexta-feira, novembro 02, 2007

chove


["posso ouvir o vento passar
assistir a onda bater
mas o estrago que faz
a vida é curta pra ver
eu pensei
que quando eu morrer
vou acordar para o tempo
e para o tempo parar

um século um mês três vidas e mais um passo pra trás
POR QUE será?

...


como pode alguém sonhar com o que é impossível saber
não te dizer o que penso já é pensar em dizer..."]
["pra nós, todo o amor do mundo!
pra eles, o outro lado...
eu digo mal-me-quer"]





4.
Hoje são completados 76 dias que você foi embora.


não se despediu e eu não vi seu rosto de tristeza ou alegria no fim.



a última cena da qual me lembro é olhar bem para suas mãos: afinal, nunca houveram mãos tão bonita!

você foi e eu não posso te visitar [já que você não está num cemitério, mas nas cartas e palavras que trocamos durante toda uma vida passada].






você está no meu peito, independente das flores.

quinta-feira, outubro 18, 2007

[quero que a chuva caia em tempestade
para que eu possa me deixar escorrer junto
com a água]
eu sinto o cheiro da lágrima.





deus chora minha agonia.