segunda-feira, março 29, 2004
domingo, março 28, 2004
Porque, se algum dia houvesse o que dizer
Calaria, mórbida por entre meus sonhos
Para com essa vida.
Porque, se eu leio em algum dia
Um poema frágil
E olho minha cartas de amor
E são quase como
Palavras caladas
Descartadas em um bocado de papéis velhos
Cheios de poeira
Como nós
Eus
Sem conjugações.
E se meus por-quês-sei-lás
Se dizem para mim assim
Vozes sádicas de crianças perfuradas de libido
E eu me escondo de mim sem querer ouvir
Porque, se me olho no espelho e não vejo reflexo
É quando gosto de você e já não te seguro em mim.
E quando penso no passado e percebo, de repente,
Que o futuro não pode ser pra sempre... o mesmo
E caio em mim
E me perco em brumas de solidões mil
Realizo meus desejos mais sórdidos.
Finjo que não amo
E não quero mais nos ver.
Calaria, mórbida por entre meus sonhos
Para com essa vida.
Porque, se eu leio em algum dia
Um poema frágil
E olho minha cartas de amor
E são quase como
Palavras caladas
Descartadas em um bocado de papéis velhos
Cheios de poeira
Como nós
Eus
Sem conjugações.
E se meus por-quês-sei-lás
Se dizem para mim assim
Vozes sádicas de crianças perfuradas de libido
E eu me escondo de mim sem querer ouvir
Porque, se me olho no espelho e não vejo reflexo
É quando gosto de você e já não te seguro em mim.
E quando penso no passado e percebo, de repente,
Que o futuro não pode ser pra sempre... o mesmo
E caio em mim
E me perco em brumas de solidões mil
Realizo meus desejos mais sórdidos.
Finjo que não amo
E não quero mais nos ver.
quarta-feira, março 24, 2004
Às oito horas, todos os dias, como se marcado por um santo controlador do tempo - que nunca fica doente, e nem se atrasa - Joaquim vê os pequeninos e pequeninas atravessando a rua, indo para a escola pintar nuvens azuis. Antes de chegarem ao outro lado, Maria sempre fala, como se inventando uma desculpa, que esqueceu de trazer o lanche, e sai correndo para a padaria. Maria sempre arranja um jeito de não se atrasar para a aula, embora Joaquim tenha certeza de que a menina passe mais de horas com ele, tagarelando sobre a aula de balé... Ou às vezes, de como pães com formatos são bonitos e divertidos de comer. Só que ela gosta mesmo é de balé. Mas Joaquim é só sapateador.
terça-feira, março 23, 2004
domingo, março 21, 2004
Querida,
de repente, a linha do tempo parece turva, e eu já não sei distinguir passado e presente e futuro, e as coisas são tão confusas que eu não entendo quando foi que aprendi a te amar.
Talvez seja só um efeito dessa solidão que pesa na minha corcunda imaginária. Talvez seja a dor de pensar que posso não amar-te mais por alguma razão. Eu sempre fui assim, volúvel, apesar de sempre amar tanto muita gente.
Queria falar o quanto carrego em um saquinho mínimo dentro de mim para que você pudesse entender tudo o que sinto. São pequenos graos de areia, que quando misturados em água se tornam meus sentimentos, diluídos e em tamanho real. Claro que você vai achar graça de tudo isso, mas e daí? Tudo o que eu sinto agora é um frio na minha nuca e a certeza de que nunca houve palavra para dirigida à mim.
De repente, a linda do espaço-tempo não segue nenhuma lei da Física, e se não é curva nem reta, se contorce entre meus dedos e eu não consigo enxergar mais do que a dor de não acreditar em destino. Sempre achei qeu seria mais fácil aceitar aquilo que acontece, como karma. O problema é que nunca andei pelos caminhos mais fáceis.
Hoje, eu sinto o mundo como uma pequena crosta de sonhos embaixo dos meus pés, emagados pelas realidades múltiplas que vejo através de minha retina.
Eu já não sei dizer nada que não seja em metáforas...
de repente, a linha do tempo parece turva, e eu já não sei distinguir passado e presente e futuro, e as coisas são tão confusas que eu não entendo quando foi que aprendi a te amar.
Talvez seja só um efeito dessa solidão que pesa na minha corcunda imaginária. Talvez seja a dor de pensar que posso não amar-te mais por alguma razão. Eu sempre fui assim, volúvel, apesar de sempre amar tanto muita gente.
Queria falar o quanto carrego em um saquinho mínimo dentro de mim para que você pudesse entender tudo o que sinto. São pequenos graos de areia, que quando misturados em água se tornam meus sentimentos, diluídos e em tamanho real. Claro que você vai achar graça de tudo isso, mas e daí? Tudo o que eu sinto agora é um frio na minha nuca e a certeza de que nunca houve palavra para dirigida à mim.
De repente, a linda do espaço-tempo não segue nenhuma lei da Física, e se não é curva nem reta, se contorce entre meus dedos e eu não consigo enxergar mais do que a dor de não acreditar em destino. Sempre achei qeu seria mais fácil aceitar aquilo que acontece, como karma. O problema é que nunca andei pelos caminhos mais fáceis.
Hoje, eu sinto o mundo como uma pequena crosta de sonhos embaixo dos meus pés, emagados pelas realidades múltiplas que vejo através de minha retina.
Eu já não sei dizer nada que não seja em metáforas...
sexta-feira, março 19, 2004
terça-feira, março 16, 2004
segunda-feira, março 15, 2004
Meu amor,
sinto fome do seu cheiro, e deliro por saber que a distância agora é pouca, mas o tempo é curto.
Nunca me preocupei muito com o estar ocupada... antes eu tinha todo o tempo do mundo para o nada. Hoje, quero todo o tempo do mundo para nós.
Sinto fome do seu perfume que eu também gosto de usar. É que toda vez que coloco o pulso perto do nariz, sinto como se pudesse te tocar, e a solidão, por um segundo, parece um pouco distante.
sinto fome do seu cheiro, e não vai passar. por um longo tempo, não vai passar.
sinto fome do seu cheiro, e deliro por saber que a distância agora é pouca, mas o tempo é curto.
Nunca me preocupei muito com o estar ocupada... antes eu tinha todo o tempo do mundo para o nada. Hoje, quero todo o tempo do mundo para nós.
Sinto fome do seu perfume que eu também gosto de usar. É que toda vez que coloco o pulso perto do nariz, sinto como se pudesse te tocar, e a solidão, por um segundo, parece um pouco distante.
sinto fome do seu cheiro, e não vai passar. por um longo tempo, não vai passar.
Ando limpando minha caixa de e-mails com mais frequência do que imaginei que algum dia faria. talvez seja o costume com a solidão, e o saber que as únicas mensagens são aquelas de listas infinitas, e questionários que eu sempre respondo, por minha preguiça de fazer coisas mais importantes. Talvez seja só essa certeza de que as coisas andam mal, e eu queira apagá-las de vez.
Algum dia desses, caminharei sobre as dimensões formadas entre meus sonhos e não terei medo de cair nos buracos negros que se escondem bem na confusão mental que sou. Correrei para os meus próprios braços e sentirei um calor que nunca senti, e as lágrimas escorrerão de alegria, pois acreditarei em fadas - como o Peter Pan - e voarei com bons pensamentos para uma terra na qual só exista a loucura. Algum dia, enxergarei vidas que não são minhas e serei capaz de entender pessoas que nunca existiram. Levarei comigo uma pintura qualquer do Dalí, uma bonita, e guardarei em saquinhos as mais belas pedras que acharei pelo caminho - para distribuir depois.
Aprenderei a cantar e não terei mais que ver televisão.
Algum dia me incomodarei menos com algumas coisas e meus dias serão ensolarados, embora frios, porque eu odeio calor - e este, não vai parar de me incomodar.
Eu serei mais eu, e ainda assim menos madura, minhas lágrimas não terão potes para cairem em, e então, quando elas surgirem, formarão rios límpidos que, ao evaporarem, tornar-se-ão os ares mais frescos! Aí eu comprarei um par de luvas roxas e um chapéu de palha, e saberei plantar margaridas brancas e cheias de perfume.
Nesse dia, meu bem, seremos só nós, sem pensar em passados ou futuros.
Aprenderei a cantar e não terei mais que ver televisão.
Algum dia me incomodarei menos com algumas coisas e meus dias serão ensolarados, embora frios, porque eu odeio calor - e este, não vai parar de me incomodar.
Eu serei mais eu, e ainda assim menos madura, minhas lágrimas não terão potes para cairem em, e então, quando elas surgirem, formarão rios límpidos que, ao evaporarem, tornar-se-ão os ares mais frescos! Aí eu comprarei um par de luvas roxas e um chapéu de palha, e saberei plantar margaridas brancas e cheias de perfume.
Nesse dia, meu bem, seremos só nós, sem pensar em passados ou futuros.
