quinta-feira, maio 04, 2006

[quem te fez assim, meu bem? essa solidão que te faz companheira, como essa dor que me faz lar?]
Acho saudável termos angústias com o mundo e com nós mesmos.
Já diria Simmel, é impossível conhecer o outro na sua completude.


"Somos todos fragmentos. Não somente do humano em geral, mas também de nós mesmos."

sexta-feira, abril 28, 2006

A voz fica martelando minha cabeça, e eu não consigo dormir.


O que é que você fez de errado, garota? O que é que te faz assim?
"Um cão não é como um ser humano."
- grey's anatomy




obviamente. cachorros são infinitamente mais legais.

terça-feira, abril 25, 2006

'it's meeting the man of my dreams, and then meeting his beatiful wife'
"i feel drunk but i'm sober.
...

i'm here but i'm really gone.
...

i'm free but i'm focused.
...

i'm hard, but i'm friendly.
...

i'm sad but i'm laughing.
...

is there anything just fine, fine, fine?"


hand in my pocket

segunda-feira, abril 24, 2006

Fardo
é
calar-se.

[esperar pela
angústia
tomar-me o
peito
e levantar-me
da tumba
da inércia.]
Das dores que sofri, a mais suportável, certamente, foi amor.

sexta-feira, março 31, 2006

O que é fato
e o que é fardo?

quinta-feira, março 30, 2006

Por que solidão? - repetia Izolita, incessantemente.


E, ao fundo, o violão parecia sussurrar que é a falta de samba que faz isso, que deixa assim.
A insustentável vontade de não estar

É não querer seu colo. Por pura inveja. É saber que meu choro não tem culpa, e o de ninguém deveria ter. Não é culpa de ninguém, a dor. Esta, que perpassa fina pelos dentes, aparece assim, de repente. É a parte boa que deve contar da noite, nunca a parte ruim. Não é culpa, meu bem. É a 'insustentável leveza' de me ter como eu quero e não me conformar a vontade de não estar.
É o gole amargo de mim mesma que tenho que engolir todas as noites, depois dos copos de cerveja.
Não existe culpa, meu bem, se a dor que me afaga é um aperto no peito que não está firmada em alguém.

Meu coração aperta-se e não há pessoa por quem ele bate, além de mim mesma. E é vontade da independência, e ao mesmo tempo, a locura para que haja amor, a confusão do ser.

Essa vontade de não estar e não ser, sufoca.
A dor dói fina.
Perpassa entre os dentes.
Que exista.
Como gostar se não há pessoa?


E, ainda, sequer existe dedicatória?

domingo, março 12, 2006

sábado, março 11, 2006

A vida é assim, refletiu Isolda: quanto mais tenta-se dar um fim à injustiça, é dobrando a esquina que com ela se esbarrará.

segunda-feira, março 06, 2006

Lois lembra, perplexa, de Cole Porter.

Mais cruel é que a música é um tanto feliz, mas ela segura a cabeça do namorado, retirada bruscamente de seu corpo.

E Lois chora.

sábado, março 04, 2006

Brasília é dee um nublado desolador.
Escorre de
meus dedos
o infinito azul:
de suas

lágrimas.


[e forma-se
a poça de tristeza
no chão de terra
récem-batida]