segunda-feira, agosto 08, 2005

'I got so much
love to give.'

dEUS
E por ti me atirei.

domingo, agosto 07, 2005

Por trás da minha retina
esbranquiçada
parece-me que estou fadada
sempre,
ao fim.
E uma dor invade meu peito.


E essa dor
não é de infarto.
Eu não sou uma má menina. Não, não mesmo. Sou até razoavelmente boazinha.
'burn this city'
Brasília é a cidade
cheia de lógicas
insensíveis
e incompletas.

Para não dizer pessoas.
E o renascimento das coisas é sempre mais difícil que a morte.

sábado, agosto 06, 2005

Há muito

Eu:
Desculpe a insistência das palavras: elas giram e giram. Fazem a volta e retornam para mim
Brasília é um lago
curto
e artificial.
Brasília...
tem cheiro
de lentidão.

Em Brasília
a vida ralenta.
A vida, de Brasília,
é lenta.

Brasília
beira à preguiça.

sexta-feira, agosto 05, 2005

Eu

sou só tentativas frustradas de fazer com que sejamos dois.
and sometimes i must wait

to find

a little

love.
E eu olho para as minhas paredes, e elas são desmemoriadas. As únicas lembranças são um mural ganhado, um calendário feminista e e um quadro por terminar. Assim como eu, minhas paredes são desistências, ícones do amor descampado, desenfreado, escondido por mim. Minhas paredes são reflexo da dor que sinto pelos meus erros. Eu sou o reflexo da dor que sinto pelos meus erros. Trash does not compete with class. Eu, definitivamente, não sou class. Eu sou uma pesssoa grossa que se deixa levar pelos beijos e pelas palavras sentimentais. Eu quero me matar a cada segundo, e, pela opinião pública, já deveria ter me matado. Mas, a opinião pública lê este blog. E eu não seria tão péssima escritora se não sofresse por amor. As pessoas são escrotas. Assim como eu. Entretanto, no final, eu sou a única que sofre por amor de seu amor.


Eu deveria me enterrar numa bolha fétida e ser feliz.

quarta-feira, agosto 03, 2005

E tudo transforma-se exatamento no que estava previsto para ser:
Janaína morta.
Izolita só.

E Isolda, a bela Isolda, amando como haveria de amar.
I kind of...

over reacted.

terça-feira, agosto 02, 2005

O problema é que meu gostar não é sempre o suficiente, já diria a Psicologia.
Deus está morto?
Só se algum dia já esteve vivo.
E eu chorava enquanto a música tocava na vitrola velha.

E eu chorava porque já não a reconhecia.

segunda-feira, agosto 01, 2005

Izolita, com o livro de nomes de bebê em suas mãos, se deu conta, de repente, de que sua mãe tinha lhe dado o nome mais correto de todos os nomes. Viu que, talvez, sua vida e seu nome fossem idênticos.
Sentou na beirada da cama, enxugou suas lágrimas, pegou um dos presentes de Pedro, e sorriu.

Deu-se conta, Izolita, de que seu nome e sua vida significam solidão.