[embora
a escrita me permita
criar um novo mundo
acho que está certo:
eu sou culpada de mim
e morrerei triste
de covardia]
sábado, agosto 20, 2005
quinta-feira, agosto 18, 2005
quarta-feira, agosto 17, 2005
domingo, agosto 14, 2005
quinta-feira, agosto 11, 2005
Dear Chicago,
You'll never guess
You know the girl you said I'd meet someday?
Well I got something to confess...
She picked me up on Friday,
Asked me if she reminded me of you?
I just laughed and lit a cigarette,
Said That's impossible to do.
Life's gotten simple since
and it fluctuates so much,
Happy and sad and back again
I'm not crying now too much.
I think about you all the time,
It's strange and hard to deal
I think about you lying there,
and those blanket's lie so still.
Nothing breathes here in the cold,
Nothing moves or even smiles,
I've been thinking some of suicide,
but there's bars out here for miles.
Sorry about the every kiss;
Every kiss you wasted bad.
I think the thing you said was true
I'm gonna die alone and sad.
The wind's feelin' real these days,
yeah and baby it hurts me some...
Never thought I'd feel so blue,
New York City you're almost gone.
I think that I've fallen out of love,
I think I've fallen out of love,
I think I've fallen out of love...with you.
You'll never guess
You know the girl you said I'd meet someday?
Well I got something to confess...
She picked me up on Friday,
Asked me if she reminded me of you?
I just laughed and lit a cigarette,
Said That's impossible to do.
Life's gotten simple since
and it fluctuates so much,
Happy and sad and back again
I'm not crying now too much.
I think about you all the time,
It's strange and hard to deal
I think about you lying there,
and those blanket's lie so still.
Nothing breathes here in the cold,
Nothing moves or even smiles,
I've been thinking some of suicide,
but there's bars out here for miles.
Sorry about the every kiss;
Every kiss you wasted bad.
I think the thing you said was true
I'm gonna die alone and sad.
The wind's feelin' real these days,
yeah and baby it hurts me some...
Never thought I'd feel so blue,
New York City you're almost gone.
I think that I've fallen out of love,
I think I've fallen out of love,
I think I've fallen out of love...with you.
quarta-feira, agosto 10, 2005
O telefone tocou. Janaína, despida, atendeu com calma o telefone que há muito não tocava. Era Izolita.
Dei-me conta hoje, Janaína, que meu nome e minha vida são, de fato, sinônimos. Minha mãe escolheu o nome certo. Ambos são solidão.
E você, como anda?
Sabe, Izolita, eu já não tenho certeza. Há meia hora, antes de entrar no banho, tive certeza de que tudo que queria na minha vida era estabilidade, um amor tranquilo, uma companhia para apaziguar minha dor. Agora, nesse exato momento, ao ouvir sua voz, a única coisa que me consolaria seria sentar em um bar, com uma pessoa desconhecida e ter uma conversa legal. Uma conversa na qual nem meu corpo, nem meu rosto, nem meu cabelo, nem minha idade, ou anos de estudo, ou qualquer coisa relacionada ao meu desemprego, apareceriam. Seria só eu, a pessoa desconhecida e poesia. E passaríamos uma noite agradável, e quando terminasse, seríamos só amigos. Não haveria beijo, nem nada. Uma mensagem no outro dia, um bom dia, como vai. Coisa de gente que se importa. Ouvindo sua voz, Izolita, notei que a minha cabeça pode parar de tocar essas vozes de pessoas que mal me conhecem e me ignoram nas mesas de bar. Sabe, querida, queria uma noite amena, mas não tem ninguém desconhecido para conhecer.
E a solidão?
Não há solidão, Izolita. Não há. Nem vazio, nem solidão, nem vontade, nem lágrima ou riso. Um tipo de garden state.
Dei-me conta hoje, Janaína, que meu nome e minha vida são, de fato, sinônimos. Minha mãe escolheu o nome certo. Ambos são solidão.
E você, como anda?
Sabe, Izolita, eu já não tenho certeza. Há meia hora, antes de entrar no banho, tive certeza de que tudo que queria na minha vida era estabilidade, um amor tranquilo, uma companhia para apaziguar minha dor. Agora, nesse exato momento, ao ouvir sua voz, a única coisa que me consolaria seria sentar em um bar, com uma pessoa desconhecida e ter uma conversa legal. Uma conversa na qual nem meu corpo, nem meu rosto, nem meu cabelo, nem minha idade, ou anos de estudo, ou qualquer coisa relacionada ao meu desemprego, apareceriam. Seria só eu, a pessoa desconhecida e poesia. E passaríamos uma noite agradável, e quando terminasse, seríamos só amigos. Não haveria beijo, nem nada. Uma mensagem no outro dia, um bom dia, como vai. Coisa de gente que se importa. Ouvindo sua voz, Izolita, notei que a minha cabeça pode parar de tocar essas vozes de pessoas que mal me conhecem e me ignoram nas mesas de bar. Sabe, querida, queria uma noite amena, mas não tem ninguém desconhecido para conhecer.
E a solidão?
Não há solidão, Izolita. Não há. Nem vazio, nem solidão, nem vontade, nem lágrima ou riso. Um tipo de garden state.
